Europa ganha novo ônibus leito noturno; veículo de luxo oferece até bar
Veja as rotas iniciais, os preços das passagens e o que está incluído na viagem
Viajar à noite pela Europa acaba de ganhar um novo significado. A suíça Twiliner chegou com a proposta de levar o conforto dos trens noturnos para a estrada, apostando em ônibus leito de alto padrão, algo ainda pouco comum no continente. A ideia é ambiciosa: transformar deslocamentos longos em uma experiência prática, confortável e sem o estresse típico de aeroportos, filas e conexões.
Desde o fim de 2025, a empresa já conecta cidades como Zurique, Amsterdã, Basileia, Luxemburgo, Barcelona e Roterdã, sempre em viagens noturnas pensadas para quem quer dormir bem e acordar no destino.
E o plano é crescer rápido: até 2028, a Twiliner pretende estar presente em cerca de 30 cidades europeias, ampliando a rede e tornando esse tipo de transporte uma alternativa real para quem cruza fronteiras com frequência. A EntreRios contactou a empresa, que afirmou ver Portugal como um mercado promissor para o futuro. A Twiliner adiantou ainda que já está a avaliar a abertura de possíveis novas rotas para o final do outono.
Como são os veículos
Os veículos foram desenhados para que a viagem faça parte do descanso. Há camas individuais, banheiros, vestiários, Wi-Fi, tomadas USB-C, mesa de apoio e até um bar a bordo, com água e café incluídos.

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Tudo funciona para que o passageiro embarque à noite, durma durante o trajeto e chegue pronto para o dia seguinte, sem precisar pagar hotel nem perder horas em deslocamentos extras.

Sustentabilidade
Outro ponto que pesa a favor é o cuidado ambiental. Os ônibus utilizam combustível HVO, produzido a partir de óleos vegetais e resíduos, o que reduz drasticamente as emissões de CO₂ em comparação com voos de curta distância. Na prática, a pegada ecológica se aproxima da dos trens noturnos, hoje vistos como uma das formas mais sustentáveis de viajar pela Europa.

Bagagem permita
Cada passageiro pode levar uma mala grande de até 23kg e uma bagagem de mão, com opção de despachar volumes extras mediante taxa. Ainda não é possível transportar bicicletas ou equipamentos esportivos, como pranchas e esquis, mas a empresa já sinalizou que novidades devem surgir em breve para esse perfil de viajante.
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Durante o percurso, não há paradas regulares, apenas pausas técnicas para troca de motoristas, o que ajuda a manter a viagem mais silenciosa e focada no descanso.
Quanto custa
Os bilhetes partem de cerca de 180 euros por trecho, posicionando o serviço como uma alternativa entre o avião e o trem noturno.
renata@revistaentrerios.pt
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