2026 pode ser o ano mais importante do futebol brasileiro
Com Copa do Mundo, Ancelotti sob teste, novo calendário e domínio nos clubes, o ano começa prometendo mais perguntas do que certezas
Quero desejar um ótimo ano para os leitores da coluna. Dito isso, vamos à pergunta do título: o futebol brasileiro terá um feliz 2026? Como não sou mago nem astrólogo, vamos começar pelo evento mais importante para os milhões de apaixonados pelo esporte número um do país. A Seleção Brasileira vai à Copa do Mundo nos Estados Unidos, Canadá e México para tentar acabar com um jejum de 24 anos sem levantar a taça.
Ainda sem saber se teremos ou não Neymar em campo — hoje ele estaria fora —, o time não chega como favorito à disputa. Mas pode surpreender com jovens talentos como Vinícius Jr., Rodrygo e Estevão.
A renovação aponta para uma equipe mais jovem e leve, com jogadores que amadureceram na Europa e ganharam espaço em grandes ligas. Mesmo assim, o maior desafio da equipe comandada pelo italiano Carlo Ancelotti é aliar talento individual e eficiência coletiva.
O Mundial será também um teste de fogo para os que defenderam a contratação de um técnico estrangeiro para comandar a única seleção pentacampeã mundial. Caso Ancelotti não entregue resultados, a pressão por um nome local será inevitável.
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No cenário doméstico, a temporada terá a implantação do novo calendário nacional instituído pela CBF. A tentativa de reorganizar datas, reduzir a sobrecarga de jogos e abrir mais tempo para descanso e treinamento representa um avanço, embora insuficiente para enfrentar problemas históricos do futebol brasileiro.
Ainda haverá, por exemplo, rodadas disputadas em datas reservadas para jogos das seleções, o que desfalca equipes e impacta o resultado dos campeonatos. A convivência entre estaduais, nacionais e torneios continentais continua exigindo elencos numerosos e um planejamento quase milimétrico. A grande dúvida é se essa reorganização irá elevar o nível técnico ou apenas “enxugar gelo”.
No ambiente internacional, a Copa Libertadores, principal competição de clubes do continente, tende a repetir o padrão recente, com os times brasileiros mais ricos e organizados dominando a disputa. Resta saber se algum adversário da vizinhança terá fôlego para impedir mais um título brasileiro, algo recorrente desde 2019.
O futebol nacional começa 2026 entre a esperança e a incerteza. O certo é que o ano promete — dentro e fora de campo.
Essa coluna foi publicada originalmente na revista EntreRios.
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