Após viralizar nas redes sociais, aldeia italiana limita acesso de turistas a igreja famosa
Apenas residentes e visitantes que pernoitem na região poderão entrar de carro
Quando uma paisagem vira trend nas redes sociais, o que era sossego pode virar superexposição. Foi exatamente isso que aconteceu com Santa Maddalena, uma pequena aldeia no norte da Itália que, nos últimos anos, passou de destino discreto a parada obrigatória para quem coleciona fotos instagramáveis.
A igrejinha cercada por campos verdes e pelos picos das Dolomitas já circula online há mais de uma década, mas foi no último verão que a situação saiu do controle. O turismo de um dia só explodiu, trazendo movimento intenso, trânsito e pressão sobre uma infraestrutura pensada para poucos, não para multidões.
LEIA MAIS: Caretos de Podence: como é vivenciar um dos carnavais mais genuínos de Portugal
Diante desse cenário, o município decidiu agir. A partir de maio, o acesso à área próxima à igreja, reconhecida como Patrimônio Mundial da UNESCO, passará a ser limitado. Apenas residentes e visitantes que pernoitem na região poderão entrar de carro. Ônibus e veículos de excursão bate-volta ficam de fora.
Caminhada de 30 minutos até a igreja
Quem quiser visitar Santa Maddalena apenas por algumas horas terá que deixar o carro em estacionamentos específicos e seguir a pé por pelo menos 30 minutos até a igreja. Na alta temporada, o público pode chegar a 600 pessoas por dia. Ainda não se sabe se haverá algum tipo de transporte alternativo para quem não consegue fazer o percurso caminhando.
Como a aldeia ficou popular
A popularidade da aldeia foi construída aos poucos, impulsionada por imagens que correram o mundo. Primeiro, a igreja ganhou destaque entre turistas chineses ao estampar cartões SIM de uma operadora local. Depois, a montanha Seceda, ali perto, virou papel de parede do iOS 7, da Apple, e ajudou a transformar a região em destino-desejo global, com picos de até 8 mil visitantes por dia.
LEIA MAIS: Viagem de trem na Suíça: conheça as rotas mais incríveis
Hoje, Santa Maddalena e Seceda aparecem com frequência no TikTok e no Instagram, atraindo visitantes que chegam, fotografam e vão embora. Os moradores chamam esse movimento de turismo “entra e sai”: pouco tempo de permanência, baixo impacto econômico positivo e um desgaste constante para quem vive ali.
renata@revistaentrerios.sapo.pt
- Últimas Notícias