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Atenção, moradores de Lisboa: plenário fecha metrô na noite dos Santos; saiba como ficam transportes

Sindicatos mantêm reunião apesar do pedido da empresa; paralisação atinge principal noite festiva da capital

Circulação será suspensa a partir das 20h desta quinta (12). Crédito: António Pedro Santos/Lusa.

Brasileiros que vivem em Lisboa e pretendem aproveitar a noite dos Santos Populares nesta quinta-feira (12) devem se preparar para dificuldades no transporte público. O Metropolitano de Lisboa vai suspender a circulação de todas as suas linhas a partir das 20h, devido a um plenário sindical mantido apesar dos apelos da empresa.

Empresa alerta para impacto “inusitado”

O Metropolitano anunciou a suspensão do serviço na quarta-feira, alegando falta de condições mínimas para operar com segurança diante da convocação sindical, que decorre entre 21h15 e 2h30 da manhã de sexta. A direção classificou a iniciativa como “inédita e inusitada”.

A convocatória, segundo a empresa, exige a presença de todos os trabalhadores e não prevê manutenção de serviços considerados urgentes ou essenciais.

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A operadora afirmou que “não estão garantidas as condições operacionais mínimas nem os requisitos de segurança necessários para manter o funcionamento da rede”, devido ao “esperado aumento significativo de passageiros” e ao número elevado de declarações de ausência por parte dos funcionários.

Sindicatos mantêm plenário e rebatem críticas

Procurada pela agência Lusa, a sindicalista Sara Gligó, da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans), garantiu que o plenário será realizado e rejeitou a crítica de que a ação seria fora do comum.

“Não é uma ideia inédita nem inusitada. Fazemos muitas vezes plenários à noite e, quanto ao facto de dizerem que nesta altura não existe matéria de negociação que leve a esta questão, lembro que há um conjunto de 14 questões que, a serem acatadas, teriam desbloqueado este plenário”, afirmou.

A dirigente sindical acrescentou que, em dezembro, uma paralisação similar foi suspensa após um acordo com a empresa, que não teria sido integralmente cumprido.

“Há meses que andamos a debater este diferendo com a empresa. Ou a empresa entende agora não ter legitimidade para negociar ou então acha que a matéria não é importante, mas é muito importante para os trabalhadores. Há acordos que estão por cumprir desde 2023”, reforçou.

Negociações sem avanços até o momento

Segundo Gligó, houve duas reuniões recentes com representantes do Metropolitano – uma na terça-feira e outra nesta quinta –, mas sem qualquer avanço concreto para resolver o impasse.

“Por isso, vamos manter o plenário, mas estamos sempre abertos à negociação”, declarou.

Já a empresa afirmou estar empenhada em encontrar soluções “rápidas e eficazes” para os temas em debate e reiterou seu compromisso com um diálogo “aberto, transparente e institucionalmente responsável”.

O Metropolitano lamentou ainda os transtornos que a paralisação causará aos que planejam usar o transporte público para celebrar as festas da cidade “com tranquilidade e segurança”.

Mais greves e reivindicações em curso

Além do plenário, uma greve de 24 horas afeta nesta quinta-feira a Carris, responsável pelos autocarros [ônibus, no português do Brasil] urbanos de Lisboa. Serviços mínimos foram definidos para cerca de dez linhas.

Em maio, trabalhadores da empresa de metrô também cruzaram os braços em protestos que envolviam trabalho extraordinário e eventos especiais. À época, a empresa afirmou que o impacto no serviço regular foi mínimo.

Entre as reivindicações dos funcionários estão o aumento do subsídio de refeição e a redução da carga horária para 35 horas semanais.

Quatro linhas e operação suspensa

O metrô de Lisboa opera com quatro linhas – Amarela (Rato–Odivelas), Verde (Telheiras–Cais do Sodré), Azul (Reboleira–Santa Apolónia) e Vermelha (Aeroporto–São Sebastião) – e funciona normalmente das 6h30 à 1h.

A empresa informou que a situação será monitorada e que atualizações sobre o serviço serão feitas continuamente através dos seus canais oficiais.

*Com informações da Lusa

Porto

Editor do site da EntreRios. Jornalista pela Universidade Federal de Pernambuco e mestrando em Ciências da Comunicação pela Universidade do Porto. Com passagem pela TV Jornal, Jornal do Commercio e BRASIL JÁ.

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