Aurora boreal: quando, onde e como ver o fenômeno no hemisfério norte
A temporada de caça à aurora boreal vai até abril; saiba tudo sobre o espetáculo que todo viajante sonha testemunhar
Começou a temporada de caça à aurora boreal no hemisfério norte! De setembro a abril, as noites longas e frias transformam países como Islândia, Noruega, Finlândia, Suécia, Groenlândia e Alasca no destino favorito de viajantes em busca do fenômeno que mistura ciência e magia.
A experiência exige paciência. As excursões cruzam estradas vazias em meio a cenários congelados, sempre com o olhar voltado ao céu. Às vezes, o show aparece em poucos minutos. Em outras, só depois de horas de espera no frio intenso.
E cada pessoa vê uma aurora diferente: para alguns, cortinas vibrantes em verde, rosa ou vermelho tomam conta da paisagem. Para outros, formas discretas, quase etéreas, surgem como manchas de luz.
Mas o que é o fenômeno?
A aurora boreal nasce do encontro entre partículas solares e os gases da atmosfera terrestre. Quando a energia atinge a termosfera, desencadeia reações químicas que pintam o céu em diferentes tonalidades.
O espetáculo é mais visível nas regiões próximas ao Círculo Polar Ártico, onde a escuridão do inverno prolongado cria o palco perfeito para o show natural.
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A capital da aurora boreal
Entre tantos destinos, há um que se projeta como “capital da aurora”: Tromsø, no norte da Noruega. Cercada por fiordes, montanhas e uma natureza quase intacta, a cidade tornou-se um dos melhores pontos do planeta para testemunhar o fenômeno.
A localização geográfica é privilegiada: está no coração do chamado “cinturão da aurora”, faixa em que a atividade solar é mais intensa, e as chances de avistar o espetáculo são altíssimas nos meses mais frios.

Para quem deseja uma experiência verdadeiramente remota, a Noruega reserva outra joia: Svalbard. O arquipélago, a meio caminho entre o continente europeu e o Polo Norte, é um dos lugares mais extremos onde se pode ver a aurora boreal.
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Ali, a escuridão do inverno polar é quase absoluta, criando um cenário no qual as luzes dançam sobre as geleiras e revelam sinais de uma vida selvagem com ursos polares, morsas e raposas do ártico.
A fotografia perfeita
Caçador profissional de aurora, o curitibano Marco Brotto realiza expedições desde 2011. O amor foi tão grande que ele decidiu fechar as empresas que administrava para apostar na área de turismo. “Senti medo e, depois, paixão”, diz. Até agora, ele fez 174 expedições “com 100% de aproveitamento”, afirma.
Vale avisar: não há como garantir que a performance de luzes será vista. Depende, sempre, de fatores climáticos e da atividade solar, o que torna cada observação única e imprevisível.

Quando acontece, o viajante deve estar equipado para o registro. “Se você não é profissional, use apenas o smartphone. Ele vai capturar o suficiente para postar nas redes sociais”, diz Brotto.
Mas a dica mais valiosa é outra: “O importante é registrar com os olhos e guardar no coração. Quanto menos você usar o aparelho, melhor será sua experiência”.
Essa reportagem foi publicada originalmente na revista EntreRios.
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