Como pedir café em Portugal? Entenda o vocabulário
Confira um guia essencial para brasileiros entenderem como pedir o café certo em Portugal, da bica ao galão, do abatatado ao "com cheirinho"
Bica, italiana, cimbalino, sem princípio, abatanado. Conhecer o que significa cada um desses nomes, que soam esquisitos para a maioria dos brasileiros, é importante para tomar seu café do jeitinho que preferir em Portugal.
Em Portugal o cafezinho simples e favorito pode ser chamado de bica.
Se for um pouco mais forte, no padrão expresso, já vira uma italiana.
Porém, quem estiver no Norte e quiser um expresso, deve pedir um cimbalino.
O mais fraquinho é o carioca, exatamente como no Brasil, mas também pode ser chamado de sem princípio.

Não que seja uma bebida sem princípios, muito pelo contrário. O nome vem da prática do barista de descartar no ralo da máquina o início (ou seja, o princípio) do líquido, mais concentrado, antes de encher a xícara.
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A quantidade se assemelha aos padrões brasileiros: pode ser curto, longo ou duplo. Mas a temperatura das xícaras traz inovações. Elas podem ser geladas — guardadas na geladeira — ou escaldadas na torneira de vapor da própria máquina. Um café com gotas de leite é o velho pingado, como no Brasil.
Mas, se o cliente quiser a mesma proporção de leite e café na xícara, o pedido
vira uma meia de leite. Caso prefira 2/3 de café e 1/3 de leite, o certo é encomendar um abatanado.
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Ainda há o galão, servido num copo alto, com mais leite do que café. E, se quiser “aquecer” o café em outro sentido, o etílico, o pedido é com cheirinho, um expresso com aguardente misturada.
Pedir café com açúcar beira a blasfêmia. Mas, e acompanhado com um doce pastel de nata? Pode. Inclusive, há combos com preço especial para essa dupla popular. Aproveite.
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Lisboa
Licenciou-se em Relações Internacionais na Universidade Técnica de Lisboa e fez mestrado em Jornalismo Internacional na Puc – São Paulo, entre outras formações.
Iniciou a sua carreira na TV SIC Notícias e foi correspondente Internacional da TVI no Brasil e outros países da América Latina.
Trabalhou na TV Globo Portugal no magazine cultural “Cá Estamos” e desenvolveu projectos dedicados ao canal em Portugal. É ainda autora de três livros.
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