Criado por brasileiro, programa de aceleração à startups de cibersegurança chega à segunda edição
Com apoio do governo português, CyberTech Acceleration promove missão ao Vale do Silício com 12 startups, duas delas brasileiras
Começa nessa segunda-feira (23), a segunda edição do programa Cybertech Acceleration, voltado para acelerar e impulsionar startups portuguesas e brasileiras da área de cibersegurança. O programa, desenvolvido pela startup Incubou, fundada por brasileiros, será focado dessa vez na capacitação, angariação de investimentos e na construção de networking para a realização de novos negócios nos Estados Unidos.
Com dois meses de duração, o programa terá a realização de capacitações, treinamentos de pitches e uma mentoria com Krystel Leal, head de operações do Vale do Silício.
Entre 24 e 30 de maio também será realizada uma missão para o Vale do Silício, com uma visita à Apple, Nvidia e Salesforce, palestras no Google sobre inteligência artificial e com gigantes do segmento como a CrowdStrike, visitas a plataformas como Plug and Play e Circuit Launch, reuniões com investidores-anjo e capitais de risco, além de uma recepção no consulado português em São Francisco.
“Temos a expectativa de aumentar a receita das startups, ajuda-las a captar investimentos, especialmente para quatro delas que possuem esse foco e internacionalizar pelo menos metade delas. A ideia é oferecer uma preparação cultural, mostrar como é o jeito americano de fazer negócios, destrinchar a estrutura legal, abertura de empresas e a cultura comercial dos EUA, além de oferecer novas técnicas e capacidades de vendas. Isso é o principal já que todos são muito bons tecnicamente”, afirma Thiago Vieira, CEO da Incubou e idealizador do programa.
As 12 statups selecionadas são Cyberx, Vulneri, Foco em Sec, Bythelaw, Evidencify, Cybermentor, Blueauth, Resh, Limanade, Cittadino, Securenova e Prepara. A Cittadino e a Securenova são brasileiras.
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O programa Cybertech Acceleration possui apoio do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), programa do governo federal português de implementação de reformas para ajudar o crescimento econômico sustentável de Portugal. Após uma primeira edição que já contou com o crescimento no faturamento das startups e na captação de novos investimentos, Thiago detalha qual a importância do programa.
“A importância consiste no financiamento dos custos necessários para execução. Não queremos onerar muito as startups que estão em fase de expansão internacional e assim podemos deixar que elas possam investir em outros pontos mais importantes do processo”, detalha.
Vieira explicou em entrevista à EntreRios no Web Summit 2025, que ainda não havia um programa focado em cibersegurança, apesar da relevância e da magnitude da área.
“Nós vimos que o mercado português não tinha uma aceleradora específica para a área. Vivemos em uma guerra cibernética que parece invisível, mas está presente diariamente. É um momento em que os ciberataques, as espionagens, sabotagens e golpes virtuais são cada vez mais comuns, então as startups que conseguem explorar esse caminho saem na frente. A gente espera que nos próximos nos anos essa demanda só vai aumentar”, finaliza.
renan@revistaentrerios.sapo.pt
Lisboa
Jornalista com graduação pela PUCPR, MBA em Rádio e TV pela Universidade Tuiuti do Paraná e mestrado em Ciências da Comunicação pela Universidade de Lisboa. Atuou como repórter da Gazeta do Povo nas editorias de economia, negócios e política e no portal TechTudo, além de experiência em veículos esportivos e especializados em tecnologia.
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