Desenvolver relacionamentos saudáveis ajuda a prevenir a depressão e aumenta a longevidade
Encontrar, hoje em dia, alguém que deseje uma relação equilibrada não é fácil, mas é importante
Chegamos a uma encruzilhada em que precisamos nos perguntar: queremos viver em uma aldeia global ou em uma cidade solitária? Podemos escolher não ceder, não abrir mão de nada, colocar-nos sempre em primeiro lugar e, provavelmente, viver sozinhos na “cidade solitária”, onde há de tudo, mas, efetivamente, não temos nada.
Ou podemos escolher ser empáticos, fazer concessões esperando reciprocidade e viver em uma “aldeia”, com proximidade e tempo de qualidade, ainda que dentro do modo de vida moderno. Encontrar, hoje em dia, alguém que deseje uma relação equilibrada não é fácil, mas é importante. Desenvolver relacionamentos saudáveis, baseados em respeito e vínculo, ajuda a prevenir a depressão, aumenta a longevidade, melhora a capacidade de enfrentar os desafios da vida com mais otimismo e, consequentemente, fortalece a autoestima.
Do ponto de vista fisiológico, o convívio com alguém que amamos ativa áreas cerebrais relacionadas ao prazer, liberando ocitocina e endorfinas. Essas substâncias ajudam a relaxar, reduzem o cortisol (hormônio do estresse) e aumentam a sensação de segurança.
Em uma relação equilibrada, existem três partes: o eu, o tu e o nós. Assim como é importante investir no tempo do casal, também é fundamental investir em si mesmo. Quanto mais autênticos conseguimos ser dentro de uma relação, mais saudável ela se torna, e maior é o sentimento de realização que desenvolvemos. Não é necessário abdicar de quem somos ou do que gostamos para que o outro goste de nós. Pelo contrário: cuidar de si e ser feliz é algo muito atraente para quem está ao nosso lado.
Qualquer terapeuta com um olhar mais atento consegue perceber se uma pessoa está em uma relação saudável ou não. Normalmente, quem se relaciona bem apresenta um semblante mais feliz, calmo e seguro. Já as relações tóxicas tendem a deixar as pessoas agitadas, nervosas e dependentes, com um comportamento semelhante ao de adictos em álcool ou drogas.
Devemos sempre nos perguntar se a relação nos fortalece ou nos enfraquece, se há espaço para o diálogo ou para o medo, se existem limites, se respeitamos e somos respeitados, se temos liberdade, se nos sentimos relaxados ou tensos.
Esses sentimentos fazem toda a diferença para nos sentirmos seguros ou ameaçados. Viver ou sobreviver — eis a escolha!
Essa coluna foi publicada originalmente na revista EntreRios.
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