Fintechs

Fintechs brasileiras ganham destaque em relatório de Portugal

Suthub, do mercado de seguros, e Pilotin, do mercado de Open Finance e dados financeiros, estão entre os destaques da atuação internacional em Portugal

Portugal Fintech Report 2025 mapeia mais de 110 startups e mostra a força do ecossistema de inovação no país. Crédito: Annie Spratt/Unsplash.

Duas fintechs brasileiras, a Suthub e a Pilotin, se destacaram no Portugal Fintech Report 2025, um relatório produzido pela KPMG, Visa e escritório Morais Leitão Advogados, que traz os principais destaques do mundo das fintechs ao longo do ano passado e busca contribuir para o ecossistema de inovação no país. Confira o relatório completo aqui.

O documento elencou mais de 110 startups que atuam em Portugal (sendo 73,9% delas portuguesas). Ao todo, elas já captaram 1,20 bilhões de euros entre 2017 e 2025, impulsionadas pelo desenvolvimento da inteligência artificial e da cooperação entre as empresas e instituições financeiras. Desse montante, 22,6% foi captado apenas em 2025.

O segmento de seguros lidera a preferência (19,1%), seguido por empréstimos e crédito e por pagamentos e transferências bancárias (ambos com 12,2%), além de cibersegurança (11,3%) e gestão financeira (10,4%).

Fintechs brasileiras em ascensão

As duas fintechs brasileiras foram destacadas na sessão da operação internacional em Portugal e já se chamam a atenção por conta de suas operações em território luso e em outros países.

A SUTHUB é uma empresa que oferece infraestrutura tecnológica para o setor de seguros que visa conectar seguradoras a diferentes canais de distribuição de forma simples, escalável e segura.

A iniciativa atende hoje grandes seguradoras, varejistas, fintechs, bancos e ERPs. Para Renato José Ferreira, CEO e fundador, a presença no relatório português reflete a visão e a execução concreta da empresa fora do Brasil.

Renato José Ferreira, CEO e fundador da Suthub. Crédito: Divulgação.

“Nosso foco em seguros embedded, distribuição digital e criação de novos modelos de negócio para seguradoras e canais de venda está alinhado com as principais tendências globais do setor. Essa combinação entre presença internacional, tecnologia proprietária e capacidade de escala tende a ser um diferencial relevante. Somos uma infraestrutura preparada para operar de forma local em diferentes mercados”, afirma ele.

A fintech paulista fundada em 2017 iniciou o processo de internacionalização em 2021. Hoje possui uma sede em Portugal e atuação em cinco países.

“Embora ainda seja uma operação em fase de consolidação, Portugal já tem um papel relevante na nossa estratégia internacional, funcionando como base para expansão gradual para outros países da Europa e sendo um hub de inovação e porta de entrada para o mercado europeu”, destaca.

Ferreira afirma que a empresa enxergou no mercado internacional desafios semelhantes como a necessidade de digitalização, busca por novos canais de distribuição e pressão por eficiência operacional.

“Acreditamos que a combinação de tecnologia, com possibilidade de escalar com rapidez e fácil adaptação a cada país, conhecimento profundo do mercado segurador e flexibilidade de integração nos coloca em uma posição bastante competitiva no cenário global”, reforçou.

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A outra empresa brasileira em destaque no relatório é a Pilotin, uma plataforma B2B que processa informações de dados do Open Finance para que empresas e instituições financeiras possam integrar clientes, avaliar riscos e desenvolver produtos mais aderentes a seus usuários.

A CEO e fundadora da empresa, Ingrid Barth, explicou que a chegada ao mercado português é um movimento recente, de 2025, e estratégico, voltado à adaptação da tecnologia às especificidades locais.

Ingrid Barth, CEO e fundadora da Pilotin. Crédito: Divulgação

“Portugal foi escolhido como o primeiro passo dessa expansão por reunir um ecossistema fintech maduro, colaborativo e alinhado às discussões globais sobre Open Finance. Adicionalmente, a oportunidade que estamos desenvolvendo é bastante aderente com o ecossistema brasileiro e português integrados, permitindo criarmos o primeiro projeto de interoperabilidade de Open Finance entre países no mundo”, revelou.

Ela tem se mostrado muito otimista com o ecossistema de fintechs local e acredita que há grande potencial para o crescimento da empresa em nível internacional.

“Os desafios que resolvemos no Brasil — como integração de dados financeiros, avaliação de risco, compliance e personalização de produtos — são globais. Mercados que avançam em Open Finance, Open Banking e Open Data demandam exatamente o tipo de infraestrutura segura, baseada em consentimento e inteligência de dados que a PilotIn oferece”, analisa.

Outro diferencial apontado por ela é o compromisso com segurança e conformidade, ao seguir a LGPD, as diretrizes do Open Finance e as melhores práticas e certificações internacionais.

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Lisboa

Jornalista com graduação pela PUCPR, MBA em Rádio e TV pela Universidade Tuiuti do Paraná e mestrado em Ciências da Comunicação pela Universidade de Lisboa. Atuou como repórter da Gazeta do Povo nas editorias de economia, negócios e política e no portal TechTudo, além de experiência em veículos esportivos e especializados em tecnologia.

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