Lisboa como você nunca viu: mergulhe na história em tours temáticos por apenas 5 euros
Lisboa muçulmana, africana, romana, literária, das mulheres ou ligada a Santo Antônio... projeto do Museu de Lisboa oferece uma verdadeira viagem pelas memórias da capital
Quanto vale uma viagem pela história da capital portuguesa? No programa Percursos de Lisboa, do Museu de Lisboa, o bilhete custa apenas 5 euros — e dá acesso a um verdadeiro mergulho nas memórias da cidade.
Criado em 2020, o projeto oferece passeios temáticos guiados por especialistas que transformam as ruas em salas de aula ao ar livre.
“Estes percursos permitem dar a conhecer a riqueza patrimonial, histórica e artística da cidade, valorizando espaços e memórias que muitas vezes passam despercebidos no cotidiano ou ficam fora dos roteiros turísticos tradicionais”, explica David Felismino, diretor adjunto e coordenador do serviço educativo do Museu de Lisboa, à EntreRios.
Por trás de cada roteiro, há uma narrativa cuidadosamente construída para provocar reflexão. Lisboa muçulmana, africana, romana, literária ou ligada a Santo Antônio — cada tema é uma oportunidade de entender como a cidade se transformou ao longo dos séculos.
Entre os percursos mais procurados estão os “Lugares Invisíveis da Escravatura”, que revelam uma Lisboa marcada pela presença africana.

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“O tour dá conta do tráfico negreiro, entre os séculos XVI e XVIII, desenvolvendo aspectos como a chegada das pessoas escravizadas, o seu leilão em mercados, as suas vivências, práticas culturais e religiosas, em associação à sua condição de mão de obra”, diz o diretor.
Outro destaque da programação é o percurso “Lisboa Africana”, conduzido a duas vozes — por um mediador do Museu de Lisboa e outro da associação Batoto Yetu Portugal, dedicada à promoção da cultura africana.

Segundo David, “essa autoridade partilhada do conhecimento entre o museu e a associação permite humanizar os discursos por meio de narrativas na primeira pessoa, dando voz a histórias e perspectivas tão complexas quanto as comunidades em que vivemos”.
O objetivo, explica ele, é revelar um território marcado pela invisibilidade da presença africana e reivindicar a visibilidade dessa identidade essencial na Lisboa contemporânea.
Como participar
Os percursos acontecem semanalmente até meados de dezembro. Para garantir o seu lugar, basta adquirir o ingresso pelo site do Museu de Lisboa — a recomendação é comprar com antecedência, já que as vagas costumam esgotar rapidamente.
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Mais do que um convite a caminhar pelas ruas, o Percursos de Lisboa é uma oportunidade de reconectar-se com a cidade — com o que está visível, e principalmente, com o que ficou escondido nas suas ruas, praças e memórias.
“Os tours oferecem experiências diferenciadoras e de maior qualidade, respondendo à procura por um turismo mais consciente e mais sustentável”, afirma David.
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