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Oito dos 16 mortos do acidente do Elevador da Glória já foram oficialmente identificados

Acidente com o elevador da Glória, em Lisboa, deixa 16 mortos e 23 feridos. É decretado luto oficial de um dia no país.

Acidente Elevador da Glória
Homenagens no local do acidente do Elevador da Glória. Crédito: Miguel A. Lopes/LUSA

*Com informações da Agência Lusa (atualizada às 19h30 de quinta, 4)

Lisboa está em luto. Foram registradas 16 mortes e 23 feridos no descarrilamento do elevador da Glória, que liga os Restauradores ao Jardim de São Pedro de Alcântara, no Bairro Alto. As informações são do Instituto Nacional de Emergência Médica (Inem) à Agência Lusa.

A nacionalidade de oito dos 16 mortos no acidente já foram divulgadas oficialmente pela Procuradoria-Geral da República, sendo cinco de nacionalidade portuguesa, duas de nacionalidade coreana e uma suíça.

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa confirmou que, entre os portugueses, quatro faziam parte do quadro de colaboradores do hospital.

Segundo relatos da imprensa portuguesa, há ainda um cidadão alemão entre os mortos. 

Em comunicado divulgado nas redes sociais, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Alemanha lamentou o “trágico acidente” e informou estar em contato com as autoridades portuguesas para prestar apoio.

De acordo com a agência LUSA, seis dos 23 feridos no acidente estão sob cuidados intensivos. Os demais já foram liberados, segundo informações do diretor-executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

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O acidente ocorreu no final da tarde desta quarta-feira (3), por volta das 18h, na calçada da Glória, na chegada ao ponto mais baixo do percurso de 265 metros. O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, decretou luto oficial de três dias.

Para além de atender a população em geral, o elevador, inaugurado em 1885 e Monumento Nacional desde 2002, é uma atração turística e costuma estar cheio, especialmente durante as férias europeias e nos horários de pico. A capacidade é de 42 lugares.

Em nota, o Presidente da República “lamenta profundamente o acidente ocorrido esta tarde com o elevador (funicular) da Glória, em Lisboa, em particular as vítimas mortais e os feridos graves, bem como os vários feridos ligeiros”.

A Carris lamentou o acidentes e as mortes e assegura que abriu inquérito para apurar as causas. A última manutenção foi realizada no final de 2024.

O Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF) também vai abrir uma investigação ao descarrilamento do elevador da Glória.

Elevador da Glória
Acidente com elevador da Glória deixou 15 mortos. Crédito: Miguel A. Lopes/Agência Lusa

Manutenção

O dirigente sindical da Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores dos Transportes e Comunicações (Fectrans) e do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal (STRUP), Manuel Leal, afirmou que os trabalhadores da linha do Elevador da Glória, da empresa municipal Carris, apresentavam “queixas sucessivas” quanto à necessidade de manutenção dos elevadores.

 “Os trabalhadores já vêm reportando de há muito tempo questões da necessidade da manutenção destes elevadores voltar à responsabilidade dos trabalhadores da Carris e não ser entregue a empresas exteriores, como é o caso concreto do elevador da Glória”, afirmou Leal à Agência Lusa.

O dirigente lamenta profundamente as vítimas do descarrilamento do elevador da Glória, sem dispor de informação sobre a situação em que estava o freio do equipamento.

“Os próprios trabalhadores iam reportando, de facto, estas diferenças em termos daquilo que a manutenção que há uns anos era feita pelos trabalhadores da Carris e as diferenças para a manutenção que é feita hoje, nomeadamente com queixas sucessivas dos trabalhadores que lá laboram quanto ao nível de tensão dos cabos de sustentação destes elevadores”, adiantou.

Na perspetiva de Manuel Leal, o descarrilamento do elevador da Glória, “lamentavelmente, […] veio dar razão a estas queixas dos próprios trabalhadores e deve levar o Conselho de Administração, perante um inquérito rigoroso a estas causas, a reequacionar a entrega a privados desta manutenção”, fazendo com que a manutenção volte à responsabilidade da Carris.

Lisboa

Jornalista há 30 anos, com passagens por meios digitais e impressos, rádio e televisão no Brasil. Radicada em Lisboa há três anos, colabora na EntreRios com conteúdos de gastronomia, hotelaria e lifestyle.

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