Mesmo envolto em polêmicas, Cotrim de Figueiredo acredita que pode disputar segundo turno
Apesar dos deslizes da sua campanha, nos últimos dias, marcada por denuncia de assédio sexual e apoio, depois negado, a candidato do Chega
João Cotrim de Figueiredo tem sido provavelmente o candidato mais surpreendente destas eleições presidenciais, pautadas pelo grande número de candidatos, diversidade que segundo os analistas pode estar a confundir o eleitorado.
Nas últimas sondagens antes do encerramento da campanha, que termina hoje, muitos eleitores declararam que ainda não sabiam em quem iriam votar no domingo (18).
São por isso também umas eleições diferentes de todas as outra, onde nesta altura da campanha já se tinha uma ideia de quem eram os favoritos ou os melhores posicionados para chegarem a Presidente da República.
Cotrim de Figueiredo chegou discreto e com poucas chances perante os analistas de conseguir ascender a Belém, tanto que se chegou a queixar da falta de tempo de antena na comunicação social. Mas foi ganhando terreno e as últimas sondagens já o colocam entre os três favoritos nas intenções de voto.
A sua campanha até certo ponto incólume ficou marcada, nos últimos dias, por duas polêmicas que ensombraram a sua candidatura: a denúncia de assédio sexual por Inês Bichão, ex-integrante do seu partido, o Iniciativa Liberal (IL), e a dúvida que lançou sobre um eventual apoio a André Ventura numa segunda volta, depois recuando e dizendo “não sei o que me passou pela cabeça. Os únicos cenários em que colaboro na segunda volta são aqueles em que continuo presente”.
Sobre a denúncia de assédio, garante que: “Já me reergui, continuo dolorido, ninguém passa incólume por essas situações, mas vamos à luta, ninguém nos pode parar”.
O candidato presidencial continua confiante de que vai merecer a confiança dos portugueses e vai disputar um segundo turno.
Tal como tem repetido várias vezes, o antigo líder da IL apelou ao voto na sua candidatura para evitar que sejam António José Seguro e André Ventura a disputarem uma eventual segunda volta.
“Muitos não quererão ter uma escolha entre António José Seguro e André Ventura”, insistiu.
LEIA TAMBÉM: Quem são os 11 candidatos à Presidência de Portugal
Cotrim Figueiredo referiu que os candidatos Marques Mendes e Gouveia e Melo já perceberam que não têm hipóteses de ir a uma eventual segunda volta e isso nota-se na dinâmica das suas campanhas e nos seus esclarecimentos.
As eleições presidenciais estão marcadas para domingo. Concorrem às presidenciais 11 candidatos, um número recorde. E caso nenhum deles consiga mais de metade dos votos validamente expressos, o segundo turno será em 8 de fevereiro, disputado entre os dois candidatos mais votados.
LEIA TAMBÉM: O que pensam os brasileiros que votarão nas eleições presidenciais de Portugal nesse domingo
Lisboa
Licenciou-se em Relações Internacionais na Universidade Técnica de Lisboa e fez mestrado em Jornalismo Internacional na Puc – São Paulo, entre outras formações.
Iniciou a sua carreira na TV SIC Notícias e foi correspondente Internacional da TVI no Brasil e outros países da América Latina.
Trabalhou na TV Globo Portugal no magazine cultural “Cá Estamos” e desenvolveu projectos dedicados ao canal em Portugal. É ainda autora de três livros.
- Últimas Notícias