O poder do elogio: por que gentileza é essencial em 2026
Valorizar esforços, praticar elogios sinceros e cultivar empatia fortalece relações pessoais e profissionais no início de um novo ano
Neste ano que começa, vamos elogiar mais, amar mais e reservar tempo de qualidade para nós e para quem gostamos. Afinal, os anos passam e podemos não ter tantas chances assim de mostrar a quem amamos o quanto essas pessoas são especiais em nossas vidas. Por isso, como dizia o escritor José Saramago: “Não tenhamos pressa, mas também não percamos tempo”.
Numa sociedade tão egocentrada, parar, observar o outro e fazer um elogio genuíno é algo excepcionalmente bom.
Você se lembra da última vez que elogiou ou foi elogiado? Ou de alguém que agradeceu por algo que você tenha feito? Qual foi a sensação? Presumo que tenha sido ótima!
Reconhecimentos bem feitos têm o poder de impactar positivamente nossa confiança e autoestima, aumentando a sensação de sermos vistos, valorizados e reconhecidos pelos outros.
Mas, para serem realmente bons, os elogios precisam ser verdadeiros e baseados em fatos. É mais importante enaltecer o esforço ou a dedicação de alguém do que apenas o resultado alcançado. Para que brigar com um filho que tirou uma nota baixa se vimos que se esforçou? É mais produtivo destacar o empenho e lembrar que, quando nos dedicamos, mais cedo ou mais tarde, os resultados aparecem.
Outro ponto importante é não deixar os reconhecimentos apenas para datas especiais, mas fazê-los com frequência. Desse modo, mostramos que nos importamos e que estamos atentos aos outros. Elogiar, assim como agradecer, são formas de gerar empatia.
No ambiente de trabalho, valorizar o esforço dos colegas ou subordinados contribui para um clima mais leve e colaborativo, afastando o espírito competitivo que pode ser tóxico quando levado ao extremo.
Quando elogiamos, estamos promovendo o trabalho em equipe. E não há nada melhor do que ter um bom ambiente profissional, até porque é nele que passamos a maior parte do dia.
Por outro lado, é importante lembrar que elogios em excesso ou de forma falsa têm um efeito inverso, diminuindo o seu valor e criando dependência de validação externa em quem os recebe. Podem ainda gerar expectativas irreais sobre objetivos impossíveis de alcançar, prejudicando a autoestima em vez de fortalecê-la.
Portanto, elogiemos quando for merecido; façamos críticas construtivas quando necessário, mas sempre lembrando que, pelo caminho positivo, alcançamos resultados muito melhores do que com um clima de medo e intolerância. Mais amor, por favor! E um feliz 2026!
Essa coluna foi publicada originalmente na revista EntreRios.
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