Surfista brasileiro retorna a Nazaré após possível recorde com onda gigante
Vini dos Santos, surfista que pode ter batido o recorde mundial com uma onda de quase 30 metros, volta a desafiar o gigante de Nazaré
O catarinense Vini dos Santos acaba de desembarcar em Portugal para mais uma temporada em Nazaré, a vila litorânea reconhecida mundialmente como o palco das maiores ondas do planeta.
O surfista enfrentou quase quatro horas de fila no controle de fronteiras do aeroporto de Lisboa antes de seguir viagem rumo ao destino que descreve como sua segunda casa.
“Venho todo ano pra Nazaré. Eu venho quando tem onda e fico enquanto tiver onda”, disse o atleta, que se prepara para mais uma série de dias desafiadores no mar português.
Recorde histórico de quase 30 metros
Em 2022, Vini surfou uma onda de 29,68 metros em Nazaré, durante a tempestade Eunice, façanha que pode lhe render o título de maior onda já surfada no mundo.
A medição foi feita pelo oceanógrafo Douglas Nemes, especialista em técnicas de reconstrução tridimensional e cálculo matemático de ondas, e apresentada no congresso 4th International Workshop on Waves, Storm Surges, and Coastal Hazards, realizado na Espanha.
O estudo será agora submetido aos critérios do Guinness Book, podendo superar o recorde anterior do alemão Sebastian Steudtner, que surfou uma onda de 26,21 metros em 2020, também em Nazaré.
“Eu tinha certeza que era a maior da minha vida, mas não esperava que seria a maior onda que ele já mediu”, contou o surfista em entrevista ao g1.
O sonho que virou rotina
Voltar ao litoral português é, para Vini, reforçar sua ligação especial com o mar de Nazaré, cenário de suas maiores conquistas e desafios.
Para o brasileiro, é também nas águas revoltas do Atlântico que ele reencontra o seu propósito no surf:
“Todas as minhas grandes quedas foram aqui. Nazaré é o lugar onde encontro o melhor de mim e as ondas daqui me deixam surfar da forma mais genuína”, afirma.
Desde 2022, o catarinense faz parte do grupo seleto de surfistas que enfrentam as ondas gigantes do destino português favorito dos praticantes desse esporte, tarefa que exige técnica e coragem.
“Vivo as ondas que eu sempre sonhei”, resume o atleta, que segue em busca de novos desafios e, talvez, de mais um recorde nas águas que já o consagraram.
Colaborou Lizzie Nasser
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