Via Brasil: BC pisa no freio em ano eleitoral
Juros seguem elevados, reforma tributária avança, Margem Equatorial atrai investidores e turismo impulsiona a economia criativa no Brasil
O Banco Central do Brasil mantém o discurso de prudência. Na última reunião de 2025, o Comitê de Política Monetária reconheceu a redução da inflação em um ano positivo para a economia, e mesmo assim não deu pistas de quando iniciará a redução do juro básico. Tudo dependerá da leitura fiscal e das expectativas para 2026. É improvável a aceleração de cortes no primeiro trimestre, pelo risco de desconfiança e chiliques do mercado no ano de eleições presidenciais.
Em Brasília, a regulamentação da reforma tributária é a principal pauta técnica no início do ano. Governadores disputam poder no Conselho Federativo, enquanto prefeitos pressionam para não perder autonomia arrecadatória. Setores produtivos pedem regras claras de crédito e transição gradual. A equipe econômica pretende entregar os principais textos até março para impedir que o ambiente eleitoral paralise o cronograma.
Margem Equatorial no Radar

Empresas de energia devem intensificar estudos e pedidos de licenciamento na Margem Equatorial após o avanço das avaliações sísmicas. O governo tenta equilibrar interesse econômico e sensibilidade ambiental, já que órgãos técnicos pedem salvaguardas para ecossistemas vulneráveis. Os investidores enxergam impacto semelhante ao da exploração do pré-sal no Sudeste e esperam que a perspectiva arrecadatória destrave as decisões sobre regulação.
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Turismo puxa economia criativa

O Brasil registra em 2025 o melhor desempenho da década no turismo internacional. Até novembro, o país recebeu mais de 8,3 milhões de visitantes estrangeiros, alta superior a 40% em relação a 2023, com receita acima de US$ 7 bilhões, impulsionada por câmbio favorável, ampliação de voos e novas rotas aéreas.
A cultura consolida-se como motor econômico: cidades ampliam editais de música, moda e artes visuais, enquanto o audiovisual avança com coproduções Brasil–Europa e parcerias com o Canadá. Recife e Salvador expandem seus circuitos criativos, reforçando o turismo cultural como um dos segmentos mais dinâmicos do país.
Rock in Rio turbina o ano
O Rock in Rio 2026, no Parque Olímpico, deve reunir mais de 700 mil pessoas em sete dias. Agências relatam aumento na procura por pacotes internacionais desde outubro, e hotéis da Barra da Tijuca trabalham com ocupação antecipada incomum. As primeiras atrações anunciadas reforçam o apelo global do festival: Elton John, Maroon 5 e Demi Lovato.
Essa coluna foi publicada originalmente na revista EntreRios.
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